Eu finalmente acabei a Border Trilogy, de Cormac McCarthy. 1000 e poucas páginas. Oficialmente o Livro Mais Longo que eu já li—posição até então ocupada por um Harry Potter. Apesar que são três livros em um, então talvez não qualifique. Eu me sinto gigante, invencível. Porque foi um esforço consciente. Manter a atenção em um objeto estático por mais de alguns minutos pode ser uma tarefa difícil. Sei que isso não faz de mim uma pessoa melhor nem nada, é só um sentimentozinho de realização.

Entre longas descrições de conversas em volta de fogueiras, refeições com tortilla, feijão e café, detalhes de paisagens na fronteira do México com os Estados Unidos, apareciam trechos como esse:

The blind man sat for some time. He could have been sleeping. He could have been waiting for word to be brought to him. Finally he said that in his first years of darkness his dreams had been vivid beyond all expectation and that he had come to thirst for them but that dreams and memories alike had faded one by one until they were no more. Of all that once had been no trace remained. The look of the world. The faces of loved ones. Finally even his own person was lost to him. Whatever he had been he was no more. He said that like every man that comes to the end of something there was nothing to be done but to begin again. No puedo recordar el mundo de luz, he said. Hace muchos años. Ese mundo es un mundo frágil. Ultimamente lo que vine a ver era más durable. Más verdadero.

E eu tenho o mundo inteiro pela frente.

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