Nós ouvimos Blowin’ in the wind (como se isso importasse)

Os boatos de que Felipe Dylon abriria o show do tio Bob Dylan no Rio de Janeiro não foram confirmados, infelizmente. Ele não estava sequer na platéia.

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Lista de famosos que eu vi no show: a grande atriz Maria Padilha, que estava com uma camiseta com uma foto de peitos, doidona; a grande atriz do Zorra Total, que agora não lembro o nome, mas é aquela que diz “vem cá, te conheço?”, doidona; o grande ator/poeta/cantor/comediante Evandro Mesquita, doidão; a grande atriz global Maria Flor, falando pras amigas que tem um “traseiro grande mesmo”, doidona; o grande ator Emílio Orciollo Neto, falando “Like a rolling stone!” pra um segurança, doidão; e um senhor de óculos e cabelo branco, que eu tenho 95% de certeza de que era ninguém menos que Eduardo Gonçalves de Andrade, o ídolo Tostão.

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Um evento interessante aconteceu: várias pessoas simplesmente passavam na frente do palco. Não faziam nada, só passavam, e davam uma olhada pro Bob no tecladinho. Pra depois dizer que viram ele bem de perto, talvez. Uma coisa meio religiosa.

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Na área VIP, até a quinta música ainda tinha gente se acomodando, caminhando por entre as cadeiras, falando no celular, essas coisas que os VIPs costumam fazer, beleza. Na penúltima música o pessoal começou a esboçar uma aglomeração na frente do palco, beleza. Na última música antes do bis, Like a rolling stone, já com todo mundo de pé, beleza, uma patricinha teve a idéia mais idiota que alguém poderia ter: ficar de pé na cadeira [bem estofada]. Isso fez com que todo mundo também TIVESSE que fazer isso, já que em 4 segundos a pessoa de trás da patricinha ficou puto porque não conseguia ver nada, e assim foi sucessivamente. Se fosse legalmente permitido, socialmente aceitável e se eu tivesse um grande desvio de caráter, teria atirado nela pelas costas. Veja bem. Uma coisa é você furar a linha imaginária que separa os VIPs do resto do povo porque você quer curtir o som mais de perto, você quer dançar, quer poder ver o Bob de perto. Eu acho isso legal, teria feito também se já não estivesse lá na frente o tempo todo. Até o Bob deu risada do desespero dos seguranças. Mas outra coisa é você subir na cadeira por pura fanfarronice, pra poder tirar fotos melhores com a máquina que você mocou lá pra dentro, interferindo no livre arbítrio de todo mundo.

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Eis o setlist: Rainy day women #12 & 35, tema de abertura de um dos indicados ao Oscar de melhor curta metragem do ano passado, It ain’t me babe, I’ll be your baby tonight, com o Bob ainda pirando na guitarra, antes de seguir no tecladinho até o fim do show, Masters of war, The levee’s gonna break, Spirit on the water, Things have changed, Workingman’s blues #2, My back pages, Honest with me, When the deal goes down, Highway 61 revisited, aí a casa caiu, Nettie Moore, Summer days, Like a rolling stone; no bis: Thunder on the mountain e Blowin’ in the wind.

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