uns filmes do oscar

o filme dos caubóis gays
o nome original é o segredo de brokeback mountain, mas mais uma vez a tradução brasileira superou a original. é um filme legal, sabe. dois caras machões vão pra uma temporada em uma montanha cuidar de ovelhinhas, e acabar tendo um affair. viu, aposto que você riu. apesar de parecer, não tem nada de camisas cor-de-rosa, gritinhos ou trejeitos. eles são macho até debaixo de outro macho, literalmente. mas como a maioria das pessoas ainda tem na cabeça o filho da viúva neuta, o filme virou uma comédia. a mulher vê o marido beijando outro cara. o marido entra em casa, sem saber que ela sabe, e diz que vai beber com o amigo, e que talvez não durma em casa. a mulher chora. a galera dá muitas risadas. nota: uma coisa que me marcou muito nesse filme, foi o fato de um dos caubóis, o cara que fez 10 coisas que eu odeio em você, ter uma filha chamada alma júnior. a esposa dele se chamava alma, a filha alma júnior, uma menina chamada júnior, isso sim é impressionante.

capóte
philip seymour hoffman, o ator coadjuvante mais legal da década, é o principal aqui, truman capote. escritor de quem eu sinceramente nunca tinha ouvido falar. aqui sim, homossexualismo como o povo gosta, com voz fininha, cachecol e mão caída. felizmente na sessão que eu estava, a única coisa que se ouviu quando o cara falou pela primeira vez foram uns ‘nossa’, e ‘nossa’. philip seymour hoffman tá muito diferente, pelo menos do cara do colchão em embriagado de amor, e do lester bangs em quase famosos. ele tá diferente até do scotty de boogie nights. merece os prêmios que tá ganhando. sobre a história: é estranho se chamar capote, não sei se deveria ser esse o nome. sei lá, normalmente um filme com o nome do cara mostra a infância dele, o irmão morrendo, e tal. aqui não. o foco é o período em que ele escreveu o livro que [eu soube pelo filme] é um dos mais importantes do século XX. ele vai investigar um caso de uma família que foi brutalmente assassinada, por dois caras, em uma cidadezinha. quero ler esse livro, a sangue frio. nota: não sei quantos anos catherine keener tem, mas aqui parece que ela tem uns 70 e poucos.

walk the line
joaquin phoenix viu o irmão river ter uma overdose e morrer, na frente da boate do johnny depp. não sei se isso ajudou ou não ele fazer tão bem o papel do johnny cash, que teve que agüentar o pai culpando ele pela morte do irmão. não conheço também muito da história dele, e o filme não se preocupa com isso. tanto que os brasileiros mais uma vez se superaram e traduziram o título original, que fazia referência a uma música dele (a mais famosa?), pra um adolescente johnny e june. mas então, apesar de parecer, não é uma comédia romântica. é um filme de amor, mas não é muito engraçado. tem muito sentimento. é muito triste, johnny cash era um cara realmente triste, me parece. nota: a cena do show na cadeia, é uma das mais bonitas dos últimos tempos.

boa noite. e boa sorte.
outro filme de jornalismo, muito bem dirigido pelo multi-homem americano george clooney. fala da guerra de um apresentador de telejornal, edward r. murrow, contra um senador, joe (não lembro se era joseph, acho que até era, mas lembro de alguém ter chamado ele de joe) mccarthy. o senador tava lutando contra a entrada do comunismo nos estados unidos, na década de 50, mas tava sendo injusto e violento e feio e bobo, e o apresentador, que fumava mais que aquele cozinheiro do recruta zero, com a ajuda do george (que no filme se chama fred friendly, veja você), denunciam esse abuso. nota: impressionante a trilha sonora desse filme. ela é praticamente ao vivo. cada vez que tocava uma música, aparecia a mulher cantando, e a banda tocando. muito massa.

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