festival de roque de curitiba

chegamos cedo no curitiba master hall, minha namorada e eu. era importante pra mim ficar bem na frente, e não queria arriscar. às 14h30, já tinha gente lá. esperamos um bom tempo, e entramos no lugar. corremos até a grade, bem na frente de onde mais tarde estaria brian bell. vimos 7 shows, vamos aos meus comentários.

suite minimal, aqui de curitiba
rock instrumental, meio funk, groove, policial, sei lá. eu gostei. tinha um vocalista que cantou duas músicas, uma sobre querer ser um playmobil, e outra sobre o agente mcgrawn. antes de cada música eles diziam como ela se chamava, o que me fez pensar ainda mais em como bandas escolhem nomes para músicas instrumentais.

rádio de outono, lá de pernambuco
a vocalista tinha o sotaque engraçado de pernambuco. uma banda sem guitarras e um baterista com jaqueta vermelha do ludov (tinha mais alguém com essa banda com uma jaqueta preta do ludov). as guitarras não fizeram falta em algumas músicas, realmente. mas em outras o tecladista fazia as vezes com uns sons estranhos, o que me fez pensar se a ausência de guitarras não era apenas um golpe publicitário indie. mas rolou o tema de happy tree friends.

u seti, du riu di jânieiro
banda carioca, faz um som parecido com charlie brown jr. não gostei, achei ruim. eles usam correntinhas de brother com o número 7, e tem toda uma explicação sobre o nome da banda, que você pode ler no site deles, ou deduzir porque é bem previsível e bobo. ousaram encaixar simple pages no meio de uma das músicas, e ficavam louvando o rock nacional em todas as músicas, em tentativas frustradas de ganhar o público. no release estava escrito que eles eram uma porrada na orelha. como se isso fosse agradável.

charme chulo, também aqui de curitiba
tinha ouvido falar bem dessa banda, fiquei interessado na mistura da guitarra e viola. é legal. não exatamente o que eu esperava, já que a viola é tocada praticamente como uma guitarra, não deu pra distinguir o som muito bem não. o vocalista é estranhíssimo.

biônica, de são paulo
banda daquela mulher da mtv, que chama os programas, a joana. achei bem ruim essa coisa “garage rock punk, com vocais em português e breves incursões pelo francês.” são 3 gurias e um cara guitarrista. em uma noite em que praticamente todo mundo lá parecia poser, eles foram os campeões, com aquelas coroinhas e bês de lantejoula colados na roupa. o som tava irritantemente alto, e não entendi uma palavra em francês que dona joana disse que falou.

cidadão instigado, do ceará
gostei bastante dessa banda, mas preciso e quero ouvir com mais cuidado antes de sair fazendo comentários.

acabou la tequila, do rio de janeiro
não sei o que falar deles. tudo o que eu falar vai parecer que eu sou só mais um fã dos los hermanos que não quer falar mal de uma das influências descaradas da banda. em todo caso, teria sido o melhor show do festival se o weezer não estivesse ali. tem tanta gente que fez tanta coisa tão legal. kassin, nervoso (por favor, ouça o nervoso), gabriel thomaz, renato. putz.

weezer, dos estados unidos
bah, o motivo de todo mundo estar ali (inclusive as bandas).

já tinha gente na fila, vendo essa palhaçada agora, vamos aos poréns.

organização do festival, vocês nos devem explicações.

não sobre a mudança de local, isso já está esclarecido.

mas, como vocês conseguiram errar tanto? vocês estavam nervosos? não fiquem. recapitulem: vocês trouxeram breeders em um ano; pixies e teenage fanclub em outro; e esse ano, vocês trouxeram o weezer, pessoal. o weezer. vocês não precisam ficar nervosos. então, o que houve? vocês realmente acham que aqueles cartazes legais, bonitos e pops eram suficientes pra divulgação? vocês acham que aquela entrevista de meia página com o rivers, na gazeta, seria suficiente? vocês queriam enganar quem, com aquela folha de caderno colada no portão que caiu, avisando em letra de mão que a entrada era ali, e seria aberta às 15h? como vocês acham que as pessoas que vieram de fora, ou seja, a maioria que estava lá, se sentiu, tendo que ficar esperando na frente daquele terreno baldio, naquela rua vazia, desde às 10h? vocês sabiam que o lugar onde a gente ficou esperando, desde pelo menos as 15h20, fedia esgoto a cada 15 minutos? mas a pergunta principal é:

como é que no único show na américa do sul de uma banda como o weezer
(vejam bem, vocês devem ter uma noção da história deles, e eu não estou falando
isso apenas como um fã), vocês conseguiram apenas 3500 pessoas? sem contar que
tinha gente lá apenas pela balada. gente que ficou decepcionada porque eles não
tocaram keep fishin’. vocês percebem?

vocês percebem que não deram importância nenhuma ao acabou la tequila? vocês deram mais destaque ao raveonettes do que ao acabou la tequila. ora essa.

vocês não conseguiram nenhuma parceria com gráfica? porque aquelas logos de isopor do festival que os caras estavam pendurando pareciam feitas pela escolinha ali do bairro. achei que quando entrasse lá ia ter cartazes feitos com cola colorida, gliter, algodão, lã e feijão. vocês estavam de brincadeira. só pode ser. quem decidiu a ordem das bandas? quem pôs uma boa banda instrumental pra abrir o festival? tinha gente sentado vendo o show deles.

por que diabos vocês não avisaram como ia ser a revista na entrada? porque eu poderia tranqüilamente ter entrado com uma faca, ou um revólver, ou uma espada, ou um pacote de bolacha. porque vocês não deixaram claro, com letras garrafais vermelhas piscando, que a gente podia entrar com pacotes de bolacha? tinha uma lanchonete lá dentro. com um cachorro quente medíocre que custava 4 pratas, e uma batata frita que eu nem vi ninguém comendo porque custava 12 reais. ora essa, mais caro que o mcdonald’s, minha gente.

tinha gente que descia na estação itajubá e não sabia onde era o lugar. depois que acabou o show, um cara quase me bateu pra que eu dissesse pra ele onde tinha um táxi. tinha umas 300 pessoas dentro do madrugueiro. gente que nem sabia pra onde estava indo, só estava com medo de ficar ali.

pessoal, vamos caprichar. contratem mais designers, pessoas interessadas, publicitários, sei lá. o weezer fez o melhor show da vida de quase todo mundo que estava lá. mas, poxa, o resto estava primário.

boa sorte no próximo ano, vocês estão indo quase bem.

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4 comentários sobre “festival de roque de curitiba

  1. os desgraçados ainda roubaram meu guarda-chuva importado japônes no valor de 50 lascas.roubamos uma cadeira bem legal deles tambem de vingança.destaque para música vou seguir o sol do sete, hit instantaneo no festival.

  2. ótimo post, guri.e quanto ao acabou la tequila, eles tavam cagando mesmo. a banda merecia, no mínimo, no mínimo uma hora de show. e olhe lá.eu só temo que este tenha sido o último CPF/CRF que vamos ver… uma pena.

  3. “destaque para música vou seguir o sol do sete, hit instantaneo no festival.” ashjkdfesqueceu de falar 1) dos “uniformes” e 2) dos tios e tias que eles escalaram pra segurança. meu, que segura que eu me senti! ¬¬ na minha frente tinha uma que, se eu resolvesse pular a grade pra agarrar o rivers (hfsjd), era capaz dela me dar pezinho e me chamar de “bem”, tamanha a feição de tia boazinha.organização tãaaaao not good.

  4. vocês não conseguiram nenhuma parceria com gráfica? porque aquelas logos de isopor do festival que os caras estavam pendurando pareciam feitas pela escolinha ali do bairro. achei que quando entrasse lá ia ter cartazes feitos com cola colorida, gliter, algodão, lã e feijão.hahahahahah melhor coisa que li sobre o show! aquilo foi tosco mesmo!

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